sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ando tão sensível ... amo boleros!

Hoje encontrei um trecho de uma letra de música no blog do Warty e acabei chegando à própria, através da Kiara, amiga do Orkut. Ela logo reconheceu o trecho como sendo da música La barca.




Aí me lembrei que, na sexta-feira passada, peguei um trem e fui à Nagoya. Na estação, aqui mesmo em Ogaki, enquanto esperava a chegada do trem, apareceu um grupo grande de jamaicanos, com uniformes esportivos. As cores do uniforme lembram o Brasil pois tem o verde e o amarelo também.

Um casal muito simpático, cujo marido estava com uma câmera na mão, disse-me em inglês (língua pátria deles), que eles queriam ir para a cidade de Gifu e não sabiam qual dos dois lados da plataforma deveriam aguardar.

Por coincidência, era o mesmo trem que eu pegaria.

Que gente simpática, alegre! Eles puderam se comunicar em espanhol também, por conta do meu precário inglês, daí nos entendemos perfeitamente. Eles até nos contaram que o espanhol é ensinado nas escolas pois lá vivem os cubanos refugiados. Que DEZ essa coisa de interação com outros povos. O dia já valeu por esse inusitado encontro.

Ah, em tempo, eles estavam no Japão, para participarem de um campeonato de karatê. Karatê? Na Jamaica? Hehehehe. Globalização é isso aí mesmo!

sábado, 10 de novembro de 2007

Entrevista com o Zeca Camargo.

Dois links de trechos da entrevista com o Zeca Camargo - programa ''Por trás da Fama'':

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM751914-7822-SABIA+QUE+O+ZECA+CAMARGO+JA+DEU+AULAS+DE+DANCA,00.html

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM751917-7822-ZECA+CAMARGO+REVELA+COMO+APRENDEU+A+LIDAR+COM+ENTREVISTADOS+MAL+HUMORADOS,00.html

Dá pra não ser fã desse cara aí?

Inteligentíssimo, uma simpatia ímpar, carismático e ... lindoooooo! enfim, um cara TDB meeesmoooo!

sábado, 8 de setembro de 2007

Mais algumas receitinhas!

Pastel de forno de Bacalhau com massa folhada

Ingredientes
- 2 pacotes de Massa Folhada Arosa 300 g

Recheio
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1/2 xícara (chá) de cebola picada
- 2 dentes de alho picado
- 250 g de bacalhau
- 1 xícara de pimentão picado
- 1 folha de louro
- 1/2 xícara de azeitonas picadas
- 2 ovos cozidos picados
- 1/2 xícara de salsa picada
- 1 ovo para pincelar

Recheio: dourar a cebola e o alho no azeite, acrescentar o bacalhau, dessalgado e desfiado, a folha de louro e o pimentão picado. Retirar do fogo e misturar os demais ingredientes.

Montagem: abrir a massa e cortar em quadrados de 10 cm X 12,5 cm. Umedecer as laterais ligeiramente com água, colocar o recheio no centro e fechar formando um pastel. Gelar por 10 minutos, pincelar com o ovo batido a superfície e assar em forno elétrico ou a gás, pré-aquecido a 180 °C por 25 a 30 minutos. Rendimento: 16 unidades

Poire Pochèe

Ingredientes
8 pêras bem rijas
2 xícaras (chá) de vinho tinto para sobremesa
suco de 1/2 limão
1 xícara (chá) de açúcar
3 paus de canela
1 fava de baunilha (ou 2 gotas de extrato)
1 colher (sopa) de raspas de casca de limão

Preparo
Descasque as pêras com o cabinho. Numa panela grande coloque o vinho, o suco de limão, o açúcar, a canela, a baunilha, as raspas e 1 xícara (chá) de água. Deixe ferver por 1 minuto. Coloque as pêras e cozinhe até amaciarem (10 a 15 minutos). Retire-as e deixe o caldo reduzir à metade. Deixe esfriar por 5 minutos, coe e cubra as pêras. Leve à geladeira e sirva sozinho ou com sorvete.

Arroz 'Pretinho Básico'
- 4 xícaras de arroz cozido frio (pra ficar soltinho) com pouco ou nenhum sal
- 2 colheres de sopa de óleo
- 50 gr de bacon (parte magra) em cubinhos
- 2 dentes de alho picados
- 1 cebola picada
- 1 colher de sobremesa de gengibre em tirinhas ou cubinhos
- 1 colher de sobremesa de açúcar
- 2 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)
- 1/2 colher de sopa de óleo de gergelim (opcional)
- 1 ovo mexido (frito)
- cebolinha picada

Preparo
Numa frigideira grande (ou wok) quente coloco o óleo e frito o bacon, o alho, a cebola, o gengibre e o açúcar (para caramelizar), junto o shoyu e o óleo de gergelim, o arroz cozido e o ovo já frito que vai se desmanchando em pedacinhos conforme vou mexendo. É só o tempo do arroz dar uma 'fritadinha' pra ficar quente e absorver o sabor dos temperos e está pronto. Sirva bem quente em tigelinhas com cebolinha picada.

Você pode variar ainda com cubinhos de cenoura, ervilhas frescas, shitake em fatias, camarão, tiras de frango assado ou carne, presunto, pimenta vermelha, o que você tiver na geladeira. É mais um daqueles famosos pratos 'franceses' conhecidos como Rest d'ontê. Mas a combinação do trio "gengibre-açúcar-shoyu" faz mágica, experimente. Para acompanhar, uma simples saladinha de folhas com um molho especial de azeite, shoyu

Pudim de Tapioca

Ingredientes:
- 750ml de leite morno
- 1 lata de leite condensado
- 1/2 xícara de tapioca
- 2 xícaras de açúcar
- 1 xícara de coco ralado fresco
- 3 ovos inteiros
- 3 gemas
- 1 colher (sopa) de manteiga derretida
- Laranja em gomo picada para enfeitar
- Filetes de pimenta dedo de moça

Modo de preparo:
Hidrate a tapioca com leite morno e deixe por 1 hora. Adicione todos os ingredientes e leve a assar em forminhas untadas com manteiga e açúcar, em banho-maria a 200°C, tampado. Deixe em geladeira.

Montagem:
Desenforme e sirva com laranja em gomo picada e enfeite com e filetes de pimenta dedo de moça. Essa versão da foto foi servida sobre uma calda de laranja com maracujá e cenoura. Saudável!
[18 porções por receita]

bolo Mazzô.
Simplérrimo.

Ingredientes: um copo de polvilho doce, três ovos, meia xícara de café de água, sal a gosto (usei 1 colher de chá), meio copo de óleo e 200g de queijo ralado. Bata no liqüidificador, coloque para assar em forma de bolo com buraco no meio por 25 minutos. Segundo a Nina, "fica feio e torto, mas é uma delícia". A massa triplica de tamanho e fica crocante por fora e macia por dentro. O sabor lembra pão de queijo e só posso dizer que não sobrou nada do café para contar história. Taí uma ótima sugestão pro finde!

Escondidinho
Ingredientes:
- 1 kg de Mandioca cozida
- 1 lt de leite
- 100g de manteiga
- 200g de queijo parmesão
- 400g de carne seca desfiada
- 50g de bacon magro
- 100g de cebola picada
- 40g de alho picado
- 200g de tomate pelado
- QB de sal e pimenta do reino

Modo de preparo:
Bater a massa de mandioca cozida e processada com o leite, queijo e colocar para ferver com a manteiga. Depois de cozida e desfiada a carne seca colocar em uma panela o bacon para perder a gordura. Acrescentara cebola e o alho e deixar dourar. Jogar a carne, os tomates e água se necessário. Em uma travessa que vá ao forno colocar a carne e por cima o purê de mandioca. Levar para gratinar.
[10 porções por receita]

Pudim de Siri

(ou pudim 'arrasa-quarteirão': furei a fila, comi, repeti e agora terei de ir até Salvador para matar as saudades no bistrô da Tereza!)

Ingredientes:
- 1 kg de siri limpo e desfiado
- 200g de tomate picadinho
- 200g de cebola picadinha
- 50g de coentro bem picadinho
- 45g de cebolinha bem picadinha
- 250g de parmesão
- 150ml de leite
- 100ml de leite de coco
- 100ml de azeite de oliva
- 4 ovos
- 1 unid de alho socado
- 2 limões (suco)
- QB de sal e pimenta do reino

Modo de preparo:
Lave o siri com limão, desfie e reserve. Refogue os temperos e o siri até ficar bem seco e reserve para esfriar. Misture o leite, o leite de coco e os ovos, com um fouet. Com o siri frio adicione o molho e o queijo. Coloque em forminhas untadas com azeite e leve ao forno em banho-maria por 30 a 35 minutos em 200°C. Desenforme e sirva com redução de melaço e balsâmico.
[50 porções por receita]

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Receitinhas nota 1000!

Acho que vou postar umas receitinhas do Marcelo Kats (blog Comes e Bebes) pois, vira e mexe, estou formatando o PC e, para não perder nada e ainda poder compartilhar com os amigos, então lá vai:

Pão de queijo rápido

- 3 xícaras (chá) de polvilho doce
- 1 xícara (chá) de leite
- 3 ovos
- 1/2 xícara (chá) de óleo
- 150g de queijo parmesão ralado
- sal a gosto

Bata tudo no liqüidificador por um minuto, despeje em forminhas untadas com óleo e farinha e asse em forno médio até dourar.

Mousse de Alho
- 1 pacote de gelatina incolor dissolvido conforme a embalagem, em 5 colheres de água
- 1 tablete de caldo de galinha dissolvido em meia xícara de água quente
- 1 caixinha de creme de leite
- 1 pacote pequeno de queijo parmesão ralado (50g)
- 1 vidro pequeno de maionese (250g)
- 5 dentes de alho descascados

Modo de fazer: bata tudo no liqüidificador, despeje em uma forma (ou forminhas) e deixe na geladeira por quatro horas (ou até que fique firme). Sirva com torradas.

Espaguete com aliche

- Frite um alho picado em 2 colheres de sopa de azeite
- Junte um sachê de 30g de aliche
- Bata no processador ou pique 200g de tomate (usei cereja, com pele e semente!) e adicione ao molho
- Tempere com sal, pimenta, salsinha picada e algumas azeitonas pretas (opcional)
- Prepare 1 porção de massa al dente e finalize o cozimento no molho rapidamente
- Um fio de azeite pode completar o prato, mas na madrugada vale tudo e eu caprichei no parmesão (uih)! Bons sonhos!!!


Brigadeiro de Capim Santo

1 lata de leite condensado
1 barra pequena de chocolate branco
1 copo de leite
1 punhado de capim santo (erva cidreira)

Bater o leite com o capim santo no liqüidificador, coar e juntar o líquido verdinho com o leite condensado e o chocolate em pedaços. Levar ao fogo baixo e mexer, mexer, mexer até engrossar. Fazer os brigadeiros e passar no açúcar. Daí é só se deliciar!!!

sábado, 1 de setembro de 2007

Fim do 13o já foi aprovado na Câmara.

Recebi este texto, por e-mail, mas resolvi colocar aqui e tecer algumas considerações a respeito.

Tenho recebido inúmeros mails, mensagens no Orkut, malhando o nosso Presidente e o seu partido.

Claro, não sou petista roxa e nem poderia sair por aí em defesa de algo ou alguém que eu nem tenho conhecimento de causa. Para isso já existem as CPI´s da vida.

Mas outro dia recebi algo do tipo assim: que preferiam o Collor ao Lula pois, ao menos ele falava corretamente, tinha todos os dedos e por aí afora. Fiquei horrorizada com aquilo. Enfim, política, religião e futebol não se discute. Nunca vou deixar de ser mais ou menos amiga de alguém apenas por sua posição política.

Mas hoje, quando recebi este mail, eu percebi o quanto a cegueira política é de doer. Eu faço questão de reproduzir aqui o que recebi, para perceberem o que acontece realmente lá em Brasília.

A aprovação do fim do 13o na Câmara se deu por políticos de todos os partidos. Não tem nenhum do PT aí.

Quem sabe agora, quando há possibilidades de prejuízo em seu próprio bolso, o povo não comece a enxergar os fatos reais e de maior importância que a aparência ou a cultura do atual Presidente.


Fim do 13º já foi aprovado na Câmara.

Enquanto a gente se distrai com estas CPIs o Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe...vejam essa:
Fim do 13º já foi aprovado na Câmara (PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB)
Para conhecimento,
O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT.
Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado.
Provavelmente será votado após as eleições, é claro...
A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias (pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB.

As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam.
Conheça a cara dos safados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil. Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições:

1- INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL
2- JOEL DE HOLLANDA - PFL
3 - JOSÉ MENDONÇA BEZERRA-PFL
4- OSVALDO COELHO - PFL
5- ARMANDO MONTEIRO-PMDB
6- SALATIEL CARVALHO-PMDB
7- PEDRO CORRÊA - PPB
8- RICARDO FIÚZA-PPB
9 -SEVERINO CAVALCANTE -
PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA-PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO-PSDB

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Carta aberta para Renato Aragão (o nosso Didi).

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.


Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi,
há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para
melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari
P.S .: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Divulgação.

Tenho entre os meus amigos, no Orkut, o jornalista Wagner Guerra. Ele é profissional atuando na área policial.

Há muito tempo tenho-o como meu adicionado e ele faz um trabalho muito bonito em sua comunidade: Jornalistas em Pauta. Confira no link abaixo:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=14303881

Diariamente ele posta vagas dentro da área de comunicação, fala sobre os profissionais que estão atuando, sobre o que rola na imprensa, enfim, uma comunidade voltada àqueles que se interessam pela área. Admiro-o muito por sua dedicação. Acho que chega a ser uma forma de prestação de serviços às pessoas para que, das informações lá postadas, consigam beneficios, como por exemplo, emprego ou estágio.

Por isso mesmo, não pude recusar a um pedido seu pois, além de tudo, trata-se de algo relacionado à área.

Ele escreve sobre o trabalho dos policiais e a rotina destes na caça e busca aos criminosos. Embora tenha fortes imagens (desaconselhável para aqueles que se impressionam facilmente), é um trabalho de dedicação ímpar.

Como ele me pediu a divulgação do site, deixo aqui o link e, também, ao lado, vocês poderão, sempre que quiserem, acompanhar o blog Modus Operandi:

http://www.wguerra.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Carreiras - Não atropele a gramática ao falar. (Reinaldo Polito) - 20/08/2007.

Você fala "fazem três anos" ou "faz três anos"? "Éramos em cinco" ou "Éramos cinco"?

Pois é, deslizes primários como esses podem jogar por terra uma carreira profissional construída durante uma vida inteira com muito sacrifício.

Vale a pena dar uma olhada em algumas questões gramaticais que podem ser aperfeiçoadas até com facilidade.Não sou professor de português.

Não me sinto qualificado para exercer essa atividade tão complexa, difícil e desafiante.

Por outro lado, por sorte, tenho grandes amigos que são craques no ensino da nossa língua, como o professor Pasquale Cipro Neto, um dos mais competentes mestres nessa matéria em todo o país e a professora Edna Barian Perrotti, autora do excelente "Superdicas para Escrever Bem Diferentes Tipos de Texto".

Sempre que tenho dúvidas recorro a eles. Tive bons professores de português e aprendi muito também com os revisores dos meus livros. Tenho todas as revisões bem guardadas. Quando recebia meus originais "rabiscados" pela revisão da editora, mandava encadernar para usar como fonte de consulta.

Como já escrevi 15 livros, deu para formar uma boa biblioteca com esse material. É muito difícil escrever um texto sem dar pelo menos uma escorregadela. De vez em quando, escapa uma daquelas bem caprichadas. Esses deslizes quase nunca passam despercebidos, pois conto também com a ajuda dos leitores, que sempre me alertam para as incorreções nos artigos.Talvez, no final, você me mande um e-mail perguntando: "Polito, esse erro que encontrei no seu texto não faz parte da 'coleção de livros que você mandou encadernar'"?

Tomara que esse fato não ocorra. Mas, se o erro aparecer, vamos rir juntos. Entretanto, vou deixar a preocupação gramatical com textos escritos para os meus amigos professores de português e perambular por uma praia que me é mais familiar: a importância das regras gramaticais na comunicação oral. Você poderia questionar: Mas as regras gramaticais não são as mesmas para falar e para escrever? Sim. E não.

Citando novamente o professor Pasquale, a comparação que ele faz da língua com as roupas do nosso armário é ótima para esclarecer a importância da adequação da nossa linguagem. Temos roupas diferentes para as mais diversas ocasiões, e usamos uma ou outra dependendo da circunstância. Com a língua não é diferente.

Se tivermos de apresentar um projeto acadêmico, a linguagem deverá ser própria para a academia. Se fizermos uma exposição na empresa, os termos do mundo corporativo serão os mais apropriados. Se estivermos conversando com um grupo de amigos, a comunicação solta, do cotidiano, sem muita preocupação com acertos ou desvios gramaticais é a mais indicada. Podemos ter o mesmo raciocínio também quando nos referimos à gramática para a comunicação escrita e para a oral.

Se cometermos um ou outro pecado lingüístico na comunicação falada, provavelmente não seremos encaminhados para o cadafalso.

Entretanto, um deslize na comunicação escrita não será visto com a mesma benevolência, já que houve condições para ler, reler e providenciar as correções. Mesmo assim, descuidos grosseiros na comunicação oral podem ser um desastre para a imagem e a reputação de uma pessoa.

É um sinal evidente da sua falta de formação e de preparo. Uma indicação explícita de que houve uma lacuna no seu processo de educação. Há uma corrente de estudiosos que pensa de forma diferente. Julgam que essa preocupação não passa de perfumaria. Não concordo. Mas, como são autoridades nesse tema, preciso mencionar esse ângulo distinto da questão.

Ao longo dos anos, notei um fato curioso com a comunicação dos meus alunos: alguns negligenciam as regras gramaticais quando falam, mas não quando escrevem. O nervosismo, a pressão de estar diante do público, a ansiedade são fatores que tiram a tranqüilidade e podem predispor ao erro.

Com base nessas observações, colecionei os deslizes gramaticais mais freqüentes na comunicação oral. Como são incorreções muito evidentes e facilmente identificadas, não custa nada fazer uma avaliação para constatar se você, até por descuido, não está cometendo alguns desses deslizes.

1."Fazem muitos anos" que este erro ocupa o primeiro lugar no pódio.
Não é conveniente, por exemplo, dizer "fazem três anos, fazem muitos anos".A explicação para essa questão gramatical é simples. Quando o verbo "fazer" se refere a tempo ou indica fenômenos da natureza deve permanecer na terceira pessoa do singular, porque é impessoal, não tem sujeito e, por isso, não pode ser flexionado. Portanto, mais apropriado seria dizer: Faz três anos que ocupo o cargo de diretor na empresa. Faz oito meses que parei de fumar.A mesma regra pode ser aplicada para o verbo haver quando usado no sentido de existir. Por exemplo: Havia manchas em todas as roupas, e não "haviam manchas em todas as roupas". Houve comentários favoráveis à proposta, e não "houveram".

2. A segunda posição vai para haja visto.
De acordo com as minhas anotações, o segundo deslize gramatical de maior incidência na comunicação oral é o uso de "haja visto" no lugar de "haja vista".A expressão haja vista não varia, pois sua formação ocorre com a terceira pessoa do imperativo do verbo haver acrescida de vista, um substantivo feminino. Exemplo: Haja vista as notícias de corrupção estampadas nos jornais.

3. Mim tem presença garantida no pódio.
Explique melhor "para mim entender". O terceiro deslize gramatical mais freqüente na comunicação oral possui uma peculiaridade bastante curiosa: a maioria que desconsidera essa regra sabe como deveria falar, mas o hábito é tão automatizado que quando as pessoas se dão conta já escapou. É mais fácil entender do que pôr em prática. O "eu" deve ser usado antes do verbo porque nesse caso ele funciona como sujeito do infinitivo. Só se usa o "mim" quando não houver um verbo depois do "para", como neste exemplo: Ele trouxe a roupa para mim.Também em casos em que se completa o sentido de adjetivos, como difícil e impossível, o certo é para mim, porque já não haverá sujeito. Está difícil para mim aceitar esse acordo com os fornecedores. É quase impossível para mim manter esse nível de produção.Como eu disse, essa é uma questão delicada. Se você for uma das vítimas dela, arregace as mangas para uma longa contenda, pois dá trabalho se livrar de um erro que participa naturalmente da comunicação.

4. A pessoa fica "meia chateada" quando comete esse erro.
E é para ficar mesmo, pois se há uma incorreção que tira uma pessoa do pedestal é usar meia no lugar de meio quando se referir a um adjetivo.Nesse caso, quando equivale a mais ou menos, um pouco, meio é um advérbio e por isso não pode variar. Portanto, esse erro de gramática deixa a imagem da pessoa meio prejudicada, e não meia prejudicada.Lembre-se de que meia só é usado quando equivale a metade: meia garrafa, meia carga...

5. Quando ele vir ao seu encontro vai ser uma tristeza!
Esse erro puxa o tapete das pessoas o tempo todo. É impressionante como confundem o verbo vir com o verbo ver no futuro do subjuntivo (precedido de se ou quando).Para não errar, lembre-se de que o verbo vir exige a forma vier. "Quando ele vier para o trabalho..." - e não: Quando ele vir... "Se os jogadores vierem para o treino..." - e não: Se os jogadores virem...Por outro lado, o verbo ver exige a forma vir. Assim sendo, devemos usar: "Quando a professora vir o aluno" - e não: "Quando a professora ver o aluno". "Se os consultores virem o diagnóstico" - e não: "Se os consultores verem..."

6. Há diferença entre "ir de encontro a" e "ir ao encontro de"
É bastante comum confundirem o significado de "ir ao encontro de" com o de "ir de encontro a". "Ir ao encontro de" significa estar a favor, concordar, comungar da mesma opinião. Enquanto "ir de encontro a" significa estar contra, discordar, não partilhar a mesma opinião.Por esse motivo, diga: As decisões foram ao encontro dos nossos interesses (a favor).As medidas governamentais não podem ir de encontro às necessidades da população (contra).

7. Muitas incorreções gramaticais, menas essa.
Essa não dá nem para comentar. Em todo caso, lá vai uma explicação rápida e resumida -menos é palavra invariável, portanto não existe a palavra menas, por mais feminino que seja o substantivo.

8. Aqui no final, algumas rapidinhas que podem ser perigosas.

Há cinco anos atrás é redundância.
Ou você usa há cinco anos, ou cinco anos atrás, mas não há cinco anos atrás.

Um plus a mais também.
Plus é um advérbio de origem latina que significa mais. Portanto, pare nele, sem o a mais.

Não troque nenhum por qualquer.
Não use qualquer em orações negativas no lugar de nenhum. Assim, diga: Não temos nenhuma chance de perdoá-lo, e não: Não temos qualquer chance de perdoá-lo.

Apesar de ser título de livro famoso, ainda continuam dizendo éramos em seis no lugar de éramos seis. Não use a preposição "em" entre o verbo e o numeral. Diga: Éramos cinco, íamos quatro no trem. E não: Éramos em cinco, íamos em quatro no trem.

Ele está a par ou ao par?
As informações são diferentes. A par significa informado, ciente, e é uma expressão usada com o verbo estar. Por exemplo: Não estava a par do que ocorrera. Ao par, por sua vez, significa título ou moeda do mesmo valor. Por exemplo: Com as últimas medidas tomadas pelos ministros, o câmbio ficará ao par.

E, só para lembrar, devemos pronunciar:Canhota (nhó), clitóris (tó), fluido (úi), gratuito (úi), ibero (bé), ínterim (ín), Nobel (bél), rubrica (brí), ruim (ím).

Deixei aqui apenas algumas pílulas de uma lista que cabe confortavelmente em um livro.

O objetivo deste texto foi o de chamar a atenção para o cuidado que devemos ter com algumas questões gramaticais que poderiam ser corrigidas com um pouco de observação e prática. Se você não comete nenhum desses erros, parabéns. Agora, se percebeu que precisa de aprimoramento, comece já a estudar. É um aprendizado valioso para a vida toda.

Reinaldo Polito
é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares.

Site: http://www.polito.com.br/

e-mail: polito@reinaldopolito.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Dinheiro honesto e dinheiro sujo.

Hoje, lendo ao noticiário da net, senti asco ao ver que, tem pessoas com muito mas muito dinheiro mesmo, às custas de sofrimento de familiares que têm usuários de droga.

Graças a Deus, mesmo que tarde, ainda assim, essas pessoas são descobertas.

A notícia é essa:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL84913-5605,00.html

E eu, estou aqui, labutando, dando duro, pra conseguir comprar algo como um apartamento de 40m2 ou então, uma casinha simples. Mas tenho a certeza que terei o maior orgulho dessa minha futura casa, meu lar, conquistado com dinheiro honesto. E vou poder dormir tranqüila pois sei que mereci cada cm2 da casa.


Fico indignada com tanta maldade, tanta ambição, tanta crueldade. Por que? Nunca vou entender.

sábado, 14 de julho de 2007

Precisa-se de matéria-prima para construir um país.

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique.

Agora dizemos que Lula não serve.

E o que vier depois de Lula também não servirá para nada ...

Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula.

O problema está em nós. Nós como POVO.

Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ´´ESPERTEZA´´ é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo em umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as ´´EMPRESAS PRIVADAS´´ são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse certo, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos dos filhos ... se não para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu ´´puxar´´ a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.

Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pesoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.

Onde os nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser ´´comprados´´, sem fazer nenhum exame.

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada, finge que dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes.

Como ´´matéria-prima´´ de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muita para sermos os homens e mulheres de que nosso país precisa.

Esses defeitos, essa ´´ESPERTEZA BRASILEIRA´´ congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS.

Nascidos aqui, não em outra parte ... ENTRISTEÇO-ME.

Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E NÃO PODERÁ FAZER NADA ...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

AQUI FAZ FALTA OUTRA COISA.

E, enquanto essa ´´outra coisa´´ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estagnados ...

Igualmente sacaneados!

É MUITO GOSTOSO SER BRASILEIRO.

Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda ...

Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada ...

ESTÁ MUITO CLARO ...

SOMOS NÓS QUE TEMOS QUE MUDAR.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

É o que sempre digo: ´´O GOVERNO SOMOS NÓS, OS POLÍTICOS, NEM TANTO ASSIM´´. (Paulo Busko)

´´MEDITE!!!´´

E eu acrescento: o que nos falta é EDUCAÇÃO!

Escrito por João Ubaldo Ribeiro.

Transcrito de um e-mail recebido de uma amiga minha, cujo anexo, estava em formato PPT.

sábado, 7 de julho de 2007

Protesto.

É incrível como a gente desperdiça os melhores anos de nossas vidas com bobagens.

Hoje, relembrando, penso o quanto fui imatura e até imbecil em gastar tempo precioso com coisas e pessoas que nem valiam a pena.

Por outro lado, se eu não tivesse o histórico que tenho, não seria o que sou hoje. Eu sou a soma de tudo o que se passou em minha vida.

Me olho no espelho e ainda me vejo a mesma pessoa, na essência. Hoje, consigo administrar melhor as minhas emoções. Choro menos. Bem menos. Assim mesmo, tenho a mesma chama, o mesmo entusiasmo, o mesmo pique, quando se trata de fazer algo ou encarar alguma coisa de frente.

Fico triste é que as empresas, enfim, algumas pessoas também, nos tachem de inúteis e incapazes, só porque passamos dos quarenta.

Sou capaz de dançar a noite toda, se eu for a uma festa; enxergo muito bem e até o que não devo; ando quilômetros (na reta, é claro!) sem colocar os bofes pra fora; consigo me dobrar e colocar até as palmas das mãos no chão, sem dobrar os joelhos (coisa pra poucos!); nunca desmaiei; nunca quebrei nem o dedinho do pé; nunca fiquei internada em um hospital; não aparento a idade que tenho; não tinjo os cabelos (não ainda); enfim, por que nos julgam incapazes só por um mero detalhe? Um número? Eu heim? Ecaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!! Isso é um protesto.

Meu exame de densimetria óssea indica ossos de uma pessoa de 25; o taxista, há uns tempos atrás, dizia que eu aparentava ter uns 27 (tá certo que eu tinha uns 38)!

Portanto, sou jovem tá? E velho, senil, é quem ainda não se tocou que idoso é aquele que não se cuida, que não se atualiza, que não tem sentimentos, que não sabe reconhecer o valor de um profissional, que não sabe discernir entre o que é bom para a empresa: se alguém experiente ou aquele que tem bela estampa e cheira à fraldas ainda! Por isso é que muita coisa ainda engatinha nessa sociedade. Falta de percepção de quem poderia mudar o mundo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Por que eu amo os cães?

Preciso explicar?

Quem não se sente feliz com alguém que, sempre, nos recebe assim:



Tá sempre feliz em nos ver, não importa como estejamos! Não nos vê diferente se estamos com roupas simples, sem maquiagem, se acordamos amarrotadas, se estamos de mau humor, se ainda não escovamos os dentes, se não compramos um presente, enfim, é o verdadeiro amigo. Sempre nos recebe com uma alegria sincera. E demonstra abanando o rabo!

Será que tem alguém assim, na versão humana? Só não precisaria abanar o rabo ... huahuahuahuahua!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Brad Pitt, Angelina Jolie e ... filha!


Primeiro tornei-me fã incondicional do Brad, quando eu o vi no filme Encontro Marcado. Impossível não reparar em seu charme, beleza e aquele belo par de olhos azuis. Não curto apenas os atributos físicos de uma pessoa. É preciso que ela seja bela por dentro. Bela em atitudes. E não me enganei. Tenho feeling. Logo vi que tratava-se de alguém muito mais que apenas um belo par de olhos, pernas, braços, além das lindas madeixas louras, boca, enfim, belo conjunto.

Mas, acho também que, uma pessoa perfeita assim, só poderia ter encontrado alguém semelhante, em todos os sentidos. E ele encontrou: Angelina Jolie. Linda e perfeita, inclusive por suas ações humanitárias. Inclusive por seu histórico de vida e, também, por sua abençoada beleza. Acho que Deus escolhe a dedo quem merece esse prêmio: àqueles que possam usar a sua beleza não só pra se exibir mas, também, pra fazer muito mais, inclusive, pra chamar a atenção dos que estão no poder, para as necessidades mais básicas do ser humano: viver com dignidade.

E, finalmente, vi uma recente foto da pequena Shiloh, filhota do casal (confiram!). Que linda. Realmente, é um mix de Pitt/Jolie, não acham?

Ah, deixa eu colocar os créditos de onde copiei a imagem, pois não quero problemas futuros. Reprodução do site da Uol, cuja foto foi publicada hoje.

domingo, 17 de junho de 2007

O amor não tira férias.

E acho que eu estou ficando boba. Acabei de assistir ao filme e não páro de chorar.

Não sei se foi mais bonito a história da Amanda (Cameron Diaz) ou da Iris (Kate Winslet).

Mas ... meu histórico amoroso está mais para o da Iris. Ai ai!

E deixa eu ir dormir porque amanhã a realidade é dura!

sábado, 16 de junho de 2007

Um defeito na mulher.

O título acima refere-se ao texto que vou compilar aqui e que recebi de uma amiga, por e-mail.

Acho que foi a melhor definição para nós, mulheres, do que somos capazes e como nos sentimos em relação a tudo. Do por quê de nossas lágrimas, principalmente.

Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.

Um anjo apareceu e Lhe disse: ´´Por que gastas tanto tempo com ela?´´

E o Senhor respondeu: ´´Você viu minha ´´Folha de Especificações´´ para ela?´´

´´Deve ser completamente lavável porém, não ser de plástico, ter mais de 200 partes, todas móveis, todas arredondadas e macias e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa e sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido e fazer tudo isso com somente duas mãos.´´

O anjo se maravilhou com os requisitos.

´´Somente duas mãos? Impossível! E este é somente o modelo Standard?

É muito trabalho para um só dia ... Espere até amanhã para terminá-la, Senhor.´´

´´Não o farei´´ - protestou o Senhor. ´´Estou muito perto de terminar esta criação, que é a favorita de meu próprio coração.

Ela já se cura sozinha quando está doente e pode trabalhar 18 horas por dia.´´

O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

´´Porém, fizeste-a tão suave, Senhor!´´

´´É suave´´, disse Deus, ´´porém, eu a fiz forte também. Não tens idéia do que pode suportar ou conseguir.´´

´´Será capaz de pensar?´´ - perguntou o anjo.

Deus respondeu:

´´Não somente será capaz de pensar mas, também, de raciocinar e negociar.´´

Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher ...

´´Senhor, parece que este modelo tem um vazamento ... eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela.´´

´´Isso não é nenhum vazamento .. é uma lágrima ´´ - corrigiu-o o Senhor.

´´Para que serve a lágrima? ´´ - perguntou o anjo.

E Deus disse:

´´As lágrimas são sua maneira de expressar sua sorte, suas penas, seu desengano, seu amor, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.´´

Isto impressionou muito ao anjo.

´´És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa.´´

´´Sim, ela é!

As mulheres tem forças que maravilham os homens.

Aguentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais porém, têm amor e sorte.

Sorriem quando querem gritar.

Cantam quando querem chorar, choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas.

Lutam pelo que acreditam.

Enfrentam a injustiça.

Não aceitam ´´não´´ como resposta quando elas acreditam que haja uma solução melhor.

Se privam para que a sua família possa ter algo.

Vão ao médico para acompanhar a amiga que tem medo de ir.

Amam indondicionalmente.

Choram quando seus filhos triunfam e se alegram quando seus amigos conseguem prêmios.

Ficam felizes quando ouvem falar de um nascimento ou casamento.

Seu coração se despedaça quando morre uma amiga.

Sofrem com a perda de um ser querido mas, são ainda mais fortes, quando pensam que já não há mais forças.

Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido.

Porém, há um defeito incorrigível na mulher:

É que ela se esquece o quanto vale.´´



terça-feira, 12 de junho de 2007

Amor de verdade.

Eu acredito ainda que, o verdadeiro amor é aquele em que duas pessoas se respeitam, se admiram, se ajudam e se unem, tanto em momentos de alegria,quanto em outros nem tanto.

Às vezes, achava que isso fosse utópico. Talvez até porque, eu mesma, ainda não encontrei alguém que me compreenda verdadeiramente e que eu a admire de fato. Ainda acho que o amor é uma troca (sempre), um companheirismo, seguir a mesma trilha, ter os mesmos interesses. Enfim, difícil encontrar tudo isso numa pessoa só.

Porém, acabei de assistir a um vídeo de um trecho do programa Mais Você, especial do Dia dos Namorados, aonde alguns casais contam como se conheceram e como se sentem um em relação ao outro. Confesso que, o último casal da entrevista me fez chorar e acreditar que o amor existe. Confiram!

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM687757-7822-CASAIS+QUE+SE+CONHECERAM+EM+SITUACOES+INUSITADAS,00.html

domingo, 10 de junho de 2007

Salve salve!!!! Parte do problema no Orkut foi sanado.

De tanto eu fazer auê por aí, acho que eles me ouviram e me desbloquearam!!!!

Quanto aos recados para o meu amigo, ele me informou quais eram. São mensagens que eu repasso quando acho que as informações são relevantes. Ufa!!!! Melhor assim. Pensei que tinham invadido o meu IP.

Sobre o Orkut.

Estou com problemas no Orkut, gente!

Seguinte: comecei a apagar os meus recados pois, depois de muito titubear, achei melhor assim pois, cheguei à conclusão que são apenas números.

Amo receber recados. E respondo a todos. Até fiquei feliz por reler alguns, enquanto apagava.

Entretanto, a uma certa altura, não consegui fazer mais nada. Nem apagar os recados, quanto mais responder aos outros que estão chegando.

E um deles me intrigou deveras: um amigo que mal tenho contato, veio me agradecer o recado. Mas não mandei recado algum. E ele diz que mandei dois!

Tenho a leve impressão que fui clonada. Vou aguardar até amanhã e veremos. Já até alterei a minha senha.

Se não tiver mais jeito, serei forçada a excluir a minha conta e criar outra. Mas fiquem certos que, todos serão convidados para o novo perfil.

sábado, 9 de junho de 2007

Último post do blog anterior.

Ainda que eu viva mil anos, acho que ainda assim, vou ficar sentida todas as vezes que alguém querido frustrar as minhas expectativas.

Sabe quando você dá o maior valor pra aquela pessoa? Fala bem dela pra todo mundo, telefona direto, manda presentes periodicamente e, quando você mais precisa dela, unpf, ela não tem tempo de falar-lhe, ou melhor, de ouvir-lhe.

Não estou falando de um grande amor não. Estou falando de amigos e de amizades. De pessoas queridas, sendo parentes ou não. Pessoas que eu tenho guardadas em meu coração. Que eu prezo muito.

Aí passa um tempo, volto a ligar e a pessoa fala comigo como se nada tivesse acontecido. Aí fico com vergonha por ter sentido aquela frustração. Puxa, como é difícil o ser humano não?

Acho que deveríamos ser transparentes em relação aos sentimentos. Que desse pra todo mundo ver quando estivéssemos alegres, tristes, preocupadas, enfim, que as pessoas nos tratassem de acordo com aquele momento que estivéssemos vivendo. Acho que estou sonhando ou, no mínimo, delirando. Isso é esperar muito das pessoas. Por isso é que não me iludo mais. Não em relação ao amor. O meu verdadeiro amor teria sim, que saber exatamente o que estaria sentindo no momento que fosse me abordar. Porque, quem ama de verdade, sabe o que o outro está sentindo. Eu sei. Sei até demais. Sei quando alguém está preocupado, triste, feliz, chateado, emburrado comigo, acho que tenho um termômetro muito bom nesse sentido.

Ou seja, me acho sensível demais.

Ih, chega desse papo triste. Fiquei triste sim mas ... passa. Comigo sempre tudo passa, graças a Deus!

Vou contar pra vocês um episódio que aconteceu dias desses, em meu trabalho.

Bom, num post anterior eu dizia que, algumas pessoas acham que os orientais são mais inteligentes. Vou provar que não. Que tem uns que, vou te contar, aff, tem que ver pra crer porque se contar, ninguém acredita. Mas eu vi e comprovei e vou relatar aqui.

Bom, aonde eu trabalho, ou melhor, trabalhava (isso rende um outro post), era um setor aonde as placas de componentes eletro-eletrônicos eram mergulhados em imensos tanques, pra receber banho de cobre. O meu trabalho consistia em fazer um check-up nas placas e medir a altura do cobre nos locais que recebiam esse metal, através de microscópio com recursos de medição. Enfim, trabalho monótono mas que me rendia um dinheiro bom e que, sem ele, não poderia estar sobrevivendo ao desemprego no Brasil. Por isso mesmo é que estou aqui. Não é nada do que eu gostaria de estar fazendo, mas é um trabalho digno como qualquer outro.

E o meu único colega de trabalho era um japonês. Ele é bonzinho, metódico, com mania de fazer tudo correndo. Mas é o tipo de pessoa que faz muito bem aquilo que lhe é ensinado. Se for pra pensar, ihhhhhhh, aí é complicado.

Então, dias desses, começou a gotejar no corredor, ao lado das máquinas. Acima de nossas cabeças há um monte de tubulações e que levam produtos químicos.

O japonês detectou o problema e logo chamou o chefe. Ficaram ambos olhando pra cima pra ver de onde vinha a goteira. São extremamente didáticos. Logo veio um outro e cercou o local com uns tubos e cordas, para isolar o local. Aí veio um outro e escreveu algo no papel como forma de avisar a quem passasse por lá, sobre o problema. Aí chegou um terceiro, pra fotografar. Ah, nesse ínterim, esqueci-me de relatar que, o japonês que trabalhava comigo, simplesmente pegou uma caixa retangular de plástico, com uns 5cm de altura e, colocou ali pra conter o gotejamento, pra que o líquido (que continha produtos químicos) não se espalhasse pelo chão. Era um gotejamento de um ponto só, mas ... forte e intermitente.

Passado o episódio, o japonês foi descansar pois era seu horário de almoço. Aí fiquei sozinha mas como já tinha muita prática, conseguia realizar o meu trabalho e o dele.

Depois de meia hora, tive que passar em frente ao local do gotejamento e ... o chão estava todo molhado pois, como o recipiente de contenção era raso e as gotas intermitentes, começou a molhar tudo ao redor. Claro, a tubulação fica num local bem alto e, com a velocidade que cai, num recipiente raso, lógico que tinha que acontecer isso mesmo.

Esperei o japonês voltar e fui logo pedindo a ele pra que colocasse um balde lá, que é mais alto e evitaria aquela inundação.

Ele simplesmente me disse que dava no mesmo. Que não adiantava.

Ai ai! Eu simplesmente me virei e comecei a resmungar em português mesmo. Acho que ele deve ter entendido que eu estava xingando-o de burro. Só que não fico discutindo. Eu simplesmente deixo pra lá.

Acho que se passaram uns dez minutos quando, eu me viro de volta e eu o vejo carregando um balde enooooorrrmeeee e me mostrando, todo feliz.

Eu simplesmente disse que era isso mesmo. Que estava ótimo.

No fundo eu quis dizer é que demorou né? Ó raciocínio lento!

Mas era um bom colega de trabalho. Pena que encerrei esta etapa.

Estou aguardando pra saber qual será o meu próximo trabalho aqui. Terça-feira já saberei.

Num outro post conto sobre como algumas pessoas são derrotistas. Tem a ver com o meu trabalho que encerrei e o novo que começarei na próxima semana.