quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Eu sou a lenda.

Estou assistindo ao filme "Eu sou a lenda", com Will Smith.

Adoro esse cara mas ... assistir às cenas de susto e violência, não são pra mim. Quando chega nesses trechos,dou uma pausa e saio pra navegar um pouco porque eu, simplesmente,não agüento. Aí eu volto e continuo mais um pouco até a próxima cena de susto. Aff, será que eu não sou normal?
Tanto tempo assim sem escrever e parece-me que as idéias se mixam com o presente, o passado, as tragédias recentes, os fatos relevantes, dinheiro, dinheiro, dinheiro...

Pensando bem, o motivo maior dessa minha dúvida cruel quanto a ficar, ir embora, ser feliz, tudo se resume a uma coisa só: a escravidão ao vil metal.

Por esse motivo, perdi a última chance de ter uma conversa franca com o meu pai. Conversa adiada por anos, esquecida atrás de uma tristeza e uma frustração por eu nunca ter conseguido essa aproximação. Agora é tarde. Essa conversa vai ficar pra bem depois, quando a gente se encontrar novamente.

Estou ouvindo (não perco tempo parada em frente à tevê - não estou criticando quem faz isso - é que eu não tenho tempo - preciso fazer N coisas ao mesmo tempo) uma homenagem ao Raul Seixas. E viva a sociedade alternativa ... ieieieie ... ai que saudades daqueles tempos, meu Deus!

Minha vida se resume a uma coisa só: o que fazer? Dúvida cruel!

Tanta coisa acontecendo aí no Brasil e eu aqui ... preciso aprender a reagir, a lutar por aquilo que quero. Tenho que enfrentar os meus medos e sei que tenho potencial pra isso. Preciso correr atrás do prejuízo. Porque nem tudo é dinheiro. Nem tudo é conforto material.

Às vezes penso em largar tudo e viver no Brasil, andando por todos os cantos, como um andarilho errante, sem parada, sem destino, vivendo do que puder produzir, do que puder conseguir trabalhando aqui, ali e acolá.

Tenho uma admiração tremenda por aqueles que já conseguiram isso.

Enfim, mas voltei para o blog porque eu queria postar algo e acabei me desabafando. Aos amigos que sempre me perguntam como estou, eis me aqui, desnuda, sem pudores, me abrindo num espaço virtual, aonde sabe-se lá quem irá ler esse post.