sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Hoje estou me sentindo um tanto quanto triste ... talvez um vazio que, de repente, pairou-se sobre mim. Não sou disso e há tempos não me sentia assim ...

Estou sempre preenchendo o meu tempo com alguma coisa, leitura principalmente mas, hoje, especialmente hoje, sei lá, me deu uma angústia, como se não houvesse mais o amanhã e que não visse mais uma luz no fim do túnel.

Mas, sou como Phoenix, estou sempre ressurgindo das cinzas. E olha que muitas vezes caí mas sempre me levantei, sacudi a poeira e segui em frente ... Deus sempre me impulsiona, me dá coragem, fé inabalável que amanhã sempre será melhor e que nada mas nada mesmo pode ser pior que desistir.

Ah mas deixa pra lá. Deve ser a tpm também. Um chororô só!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Amy Winehouse.


Hoje estou colocando o meu blog em dia. Faz tempo já que queria falar dessa moça aí do lado. Amy Winehouse. Até há pouco tempo, confesso que nem sabia qual era o estilo dela, o que ela cantava, se prestava ou não e... confesso, gostei muito de vê-la cantando.
Puxa vida, eu fico triste de ver fotos assim dela. Já vi piores. As unhas sujas, com um comportamento lamentável. Tá certo que a vida da gente não é dá conta de ninguém mas, por outro lado, o que a fama pode fazer com uma pessoa tão talentosa como ela!
Talvez nem seja a fama mas sim o uso de drogas. Fico penalizada com issso. A que ponto chega alguém que age sob o efeito de entorpecentes!
Nem todo o dinheiro do planeta pode fazer uma pessoa feliz.
Por isso fico sempre repensando sobre os meus valores e desejos materiais. Até quanto é preciso pra ser feliz? Por que temos tantos problemas e, se analisarmos bem, a maior parte deles são de ordem material e que, se mudássemos nossos hábitos, nada disso seria um problema em nossas vidas?
Queria ter a tranqüilidade e a simplicidade de um monge. Assim sofreria menos e teria mais momentos de felicidade. E muita gente também, incluindo ela.

Obama.

Barack Obama. Desde que o vi pela primeira vez, em noticiários, achei-o muito carismático e, por que não, bonito mesmo.

Acho que todos nós merecemos um EUA melhor para que isso se reflita em outros países. Não que eu admita que lá seja o centro nervoso do mundo mas, infelizmente, o que acontece por lá, reflete no mundo todo.

Há muitos anos atrás, um dos meus sonhos era conhecer a Califórnia. Eu vi fotos de amigas minhas que lá estiveram e me apaixonei mesmo. Uma delas esteve em Salt Lake City (se não me engano) e outra na Califórnia mesmo (com direito a fotos de trem e das ruas íngremes e casas maravilhosas e muitas flores - enfim, uma cidade colorida).

Até que eu mesma passei por lá, em aeroportos, mas confesso que a frieza dos americanos me fez repensar sobre a minha ida pra lá. Em Los Angeles, no meu primeiro vôo, até que nem foi tão ruim assim pois ainda não havia ocorrido o atentado de NY. Mas achei absurdamente caro o café horroroso e que tive que colocar um monte de tubinhos de açúcar e potinhos de creme de leite pra tentar chegar ao nosso café com leite - US$ 2. E um simples e mínimo saquinho de chips de batata? US$ 1.75!!!!! Ai ai, e eu que estava com US$ 100 na carteira, quase caí pra trás. O que se salvou aí foram as batatas pois o café simplesmente estava intragável.

Enfim, em outras duas ocasiões e, por ter optado por um vôo da JAL, tive que desembarcar no primeiro trecho, em NY. Isso foi após o atentado. Primeiro, em junho de 2002. Incrível mesmo! Todos os passageiros da classe econômica (que, só por isso já sofre muito) foram tratados como se fossem gado. Antes de desembarcarmos, as aeromoças já nos deram um botton com o emblema da JAL e pediram-nos pra que colocássemos no lado esquerdo do peito. Aí, logo que desembarcamos, havia funcionárias americanas já nos aguardando e colando sem nem pedir, adesivos com o mesmo emblema: JAL. Aí, tivemos que segui-las, alinhados em fila indiana, pra onde elas nos indicavam. Free shop? Restaurante? Nem pensar. Nos reservaram uma sala com cadeiras e uma ala pra fumantes. Por uma hora e meia ficamos presos lá. Ah, preciso dizer também que recolheram nossos passaportes e só nos devolveram minutos antes de embarcarmos de volta. Achei engraçado que, por conta de o meu nome ser fácil pra eles pronunciarem, rapidamente meu nome foi lido mas, pra mim que estou acostumada com a pronúncia nossa, não foi tão fácil assimilar o meu nome à pessoa: eu.

Acho que a soberania americana não pode ser ou estar acima de outros povos, outras etnias. Quando há o interesse humanitário em questões políticas, o que se pode fazer é ajudar e não dizimar o país em que há conflitos, com mais guerra e armamentos. Aliás, a pior invenção do homem é a arma. No Japão, armas de fogo são proibidas. Lá, os poucos crimes cometidos são com armas brancas. Por isso, dificilmente você ouvirá falar em assaltos à mão armada ou coisas do tipo. Aliás, raramente se ouve falar em assaltos. Infelizmente, algumas lojas de conveniência foram assaltadas por ... brasileiros. Unpf!

Não vou ficar aqui elogiando um país e denegrindo a imagem de outro. Acho que, em todo o mundo, o que prevalesce é o ser humano, que tem sempre duas alternativas: o certo e o errado.

Espero muito que este novo líder político dos EUA seja coerente e saiba o que é o certo. Que tenha equilíbrio e não seja mais um político que prefira a guerra à soluções alternativas.

domingo, 2 de novembro de 2008

Morar em São Paulo já não tem mais aquele brilho dantes. Nem sei o que mudou. Aliás, acho que nada mudou na cidade. O trânsito, aquela multidão andando pelas ruas, uma quantidade enorrrmeeee de ônibus, os trens (no metrô) lotados, uma infinidade de opções pra comer, comprar, cinemas, teatros, tudo isso me fascina, pois sei que moro na maior cidade do país, com uma infinidade de opções de lazer e compras.

Estou parada, sem trabalho, uma verdadeira vagabunda (como diria alguém se me visse como passo o dia - comendo, saindo, passeando, dormindo - não nesta ordem, necessariamente), e, no entanto, me sentindo tremendamente vazia por não estar produzindo, me sentindo útil, sei lá, não pensei que descansar o tempo todo fosse ruim assim. Peraí, não vão me trucidar! É que, quem trabalha, não vê a hora de ter este sossego que eu estou tendo. É o que eu sonhei a vida toda. E agora, sei lá, queria estar trabalhando, acredite!

Acho que, quando a gente vai envelhecendo, nossas prioridades vão mudando. Não mudei na essência. Ainda me acho bem moleca em relação a quase tudo. Sou séria quando preciso mas prefiro levar tudo na brincadeira. Não fico remoendo problemas, não fico esquentando a cabeça e prefiro dormir bem pra acordar bem. Este é o meu lema. Assim consigo passar só o lado bom de tudo para quem vive ao meu redor.

Sempre sou positiva em relação a tudo. Dou sempre apoio, esperança, palavras amigas, nunca fico incentivando o ódio, a vingança, a tristeza, enfim, acho que envelheci mesmo. Esta, decididamente, não é a mesma Ruth de 30 anos atrás. Ainda gosto de ser leve, atualizada, não sou sisuda e nem assumi coques e nem óculos o tempo todo e os meus velhos jeans e tênis ainda vão muito bem, obrigada, e sendo usados com a frequência de antes. Envelheci em minhas atitudes, antes radicais e muito tempestivas. Hoje sou ponderada e caminho sem aquele ar de "já sei de tudo".

Aff, isso que é maturidade?