sábado, 12 de dezembro de 2009

Hoje, após um bom tempo sem postar aqui, volto para escrever um pouco.

Acho que estou precisando. Preciso dividir um pouco do que está se passando comigo.

Até meados de novembro passado, tudo ia bem, a passos de tartaruga em relação a tudo, mas como sempre, indo na rotina.

Digo isso porque, desde que voltei do Japão, em março de 2008, tenho lutado para conseguir colocação no mercado de trabalho, em vão.

Ainda bem que, após longos 30 anos de contribuição, consegui a minha tão sonhada aposentadoria que, logo quando soube o valor, chorei copiosamente. Não de alegria, mas de frustração. Xinguei o Fernando Henrique pelo fator previdenciário. Herança do governo dele. Esperava tanto poder conseguir sobreviver com o salário tão almejado e, decepção, veio com 40% a menos que o esperado.

Enfim, a cada governo, vou recebendo as facadas que marcaram a minha vida. Do governo Collor ficou a tão sonhada carreira de publicitária que tive que abandonar por causa do desemprego depois do seu famigerado plano.

Não dá pra voltar no tempo. O negócio é correr atrás dos sonhos.

Eu nunca deixei de sonhar. Aliás, só consigo entender a vida pois eu sonho, tenho esperanças, porque ainda consigo captar a ternura das pessoas, cada vez mais raras.

Bom, voltando ao mês de novembro. Estava fazendo os meus exames médicos de rotina, todos através da saúde do governo (fiquei extremamente grata e supresa com a qualidade de atendimento que recebi - bem superiores a muitos planos de saúde) e, de uma hora para outra, recebi a notícia da minha endocrinologista. Estou com carcinoma papilífero na tireóide e terei de fazer a cirurgia de remoção da glândula e depois fazer radio-iodoterapia (nem sei como se escreve) e em seguida começar a tomar medicamento diariamente, para o resto da vida.

Chorei muito. Sofri muito. Até hoje a dor continua estampada em meu ser, no meu sorriso que não consegue mais ser como antes mas, como a vida continua e, como sei que, a minha vida a Deus pertence, vou seguindo a minha rotina, aguardando o dia da cirurgia.

Por outro lado, finalmente me chamaram para trabalhar. Foi de um dos inúmeros concursos que prestei ao longo do ano. Enfim, é pouco mas agora tenho mais segurança e até estou me sentindo melhor pois vou me ocupar. Enfim serei funcionária pública: auxiliar administrativo do setor financeiro da FATEC - Centro Educacional Paula e Souza. Tenho até o dia 10 de janeiro de 2010 para assumir o cargo. Chique né? Eu é quem escolho quando quero começar a trabalhar. Bom, como o mês de dezembro já vai para a metade, escolhi começar depois das festas, no dia 04.

Dia 27 já tenho uma nova idade. Engraçado, até os 20 eu rezava pra que chegasse logo. Depois ficava rogando que o tempo não passasse. Mas passou. E muito rápido. Mais do que deveria. Foi mais rápido que a minha própria percepção do tempo. Tanto que a minha alma ainda tem 20 e poucos anos num corpo que, cronologicamente, está chegando aos 51. Afe! Pronto: falei! E não doeu tanto assim.

domingo, 17 de maio de 2009

Esta matéria do G1 é impagável.


Suspeito desiste de fuga nos EUA para comer último burrito

Jermaine Askia Cooper estava fugindo da polícia a 145 km/h.Como seria preso, suspeito pretendia saborear seu prato preferido.



Traficante não queria ser preso sem antes comer seu 'último' burrito. (Foto: Divulgação)


Uma perseguição policial em Fort Wayne, no estado de Indiana (EUA), terminou repentinamente quando um suspeito de tráfico de drogas reduziu a velocidade e parou em um restaurante fast-food da cadeia Taco Bell.

Jermaine Askia Cooper, de 36 anos, estava fugindo da polícia a 145 km/h.

Segundo o policial Mark Walters, o suspeito afirmou que parou no restaurante Taco Bell porque sabia que iria para a prisão por um tempo e pretendia comer seu último burrito. Cooper foi detido sem direito a fiança por porte de cocaína, resistência à prisão e fuga.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Piriguetes, silicone, Carnaval, lipo, rugas, enfim, um pouquinho de tudo neste post.

Bão, fúteis ou não, tem certas coisas que fazemos que acabam sendo julgadas por algumas pessoas como sendo coisas sem noção ou que não combinam com uma pessoa que tem nível, escolaridade, blá blá blá blá ... odeio esse tipo de análise ...

Estou fazendo a introdução neste sentido pra que não me rotulem de fútil só porque, por exemplo, assisto ao BBB, leio fofoquinhas de colunas de celebridades, enfim, ninguém é perfeito mesmo! Por outro lado, tenho o meu lado 'cultura pura': adoro ler matérias sobre saúde, alimentação, ciência, atualidades, jornalismo, reportagens, livros, enfim, sou culta sim mas nem por isso deixo de ter o meu lado B disso tudo.

E, como leio sobre tudo, até bula de remédio (todas - não tomo nenhum medicamento se eu não leio de cabo a rabo e, principalmente, as indicações, contra-indicações, restrições e reações), não vou deixar de ler sobre coisas corriqueiras né?

Ah, tem algumas exceções: como eu detesto violência, tenho restrições a matérias policiais e que tenham cenas de sangue, agressão, enfim, acho muito violento mesmo. Tem certas coisas que eu não consigo entender e nunca vou entender. Até onde vai a maldade de alguns indivíduos? Por que as pessoas colocam o dinheiro acima de tudo? Eu nunca entenderei isso, mesmo porque, quando a gente morre, não leva nada desta vida a não ser a rica experiência de se viver! O dinheiro fica!!!!!!!! As ações é que não. E, a cada ação, uma reação. Sou kardexista e sei que, toda e qualquer atitude nossa tem consequências. Pra outras encarnações. Bom, mas isso é uma outra história e fica pra um próximo post.

Então, neste Carnaval, fico observando as modelos, atrizes, todas seminuas, ostentando com um orgulho inexplicável, aquelas intervenções cirúrgicas assumidas ou não, tipo silicones de toneladas, lipos que chegam a destruir a harmonia do contorno do corpo, plásticas faciais que esticam até o olho e que acabam mostrando aquele olhar oriental não previsto, bochechas inchadas de colágeno, botox a mil, com expressões faciais congeladas, lábios intumecidos como se elas tivessem levado picadas de abelhas, tintas e mais tintas nos cabelos (alguém sabe me dizer quem tem o cabelo na cor original?), apliques ... aff, uma verdadeira fábrica de artificialidades ...

Sabe como entendo uma plástica? Aquela que é reparadora, quando alguém se queima, por exemplo, ou pra quem tá muito acima do peso, ou aquela em que se corrige imperfeições como nariz sobressalente demais (Michael Jackson não serve de exemplo - ele é pura plástica de destruição facial), orelhas de abano, mulheres com seios inexistentes (nestes casos dá até pra entender colocar silicone), enfim, acho que tá na hora de as pessoas começarem a aceitar melhor o que Deus lhes deu. Até porque, vai chegar um momento em que vc acaba se encantando por uma antítese de vc mesma. Vc não é mais aquela pessoa 100% original (estou me referindo às plastificadas). Daí, como é que vc vai poder reconhecer uma pessoa? Cadê a cor original do cabelo? Cadê aquelas pequenas ruguinhas que vão marcando cada passagem da sua vida? Como é que aqueles peitões surgiram num corpo franzino e magricelo daqueles? Será que estou sendo muito cruel?

Estou apenas divagando sobre o que eu vejo por aqui nestas bandas (Planeta Terra). Acho que eu não nasci na época certa, deve ser isso. Ainda dou muito valor ao respeito aos mais velhos, ao cavalheirismo dos homens,um certo pudor (sem exageros, é claro!),um certo mistério no olhar,a infância sem mediocridades, o ensino como forma de educar as pessoas a serem educadas com o próximo, com a cidade, o país, com a natureza, enfim, acho que, realmente, ou não sou deste planeta ou então, acho que sou muito sonhadora.

Ainda, sobre a velhice: pra quem gosta de rir dos mais velhos, de ficar criticando as atitudes, os modos e as lembranças daqueles que já viveram muito mais que a gente,fica aqui um recado meu: VOCÊ AINDA NÃO VIVEU NEM A ENÉSIMA PARTE DO QUE JÁ VIVI OU QUE QUALQUER PESSOA QUE ESTÁ ACIMA DA SUA IDADE, VIVEU. PORTANTO, PARA PRA REFLETIR SE VOCÊ ESTÁ AGINDO CERTO. ACREDITE: SE VC SOBREVIVER, COM CERTEZA, UM DIA, VC SERÁ VELHO E AÍ, CAMARADA, É QUE O BICHO PEGA VIU?

O parágrafo anterior não é nenhum recado pra ninguém em especial. É que eu sempre achei isso sobre o respeito aos mais idosos. E ponto. E tenho dito!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ah, e tem uma matéria sobre "longevidade e juventude" na edição 2094 (primeira de 2009) muito interessante e que eu recomendo.

Revista Veja digital.

Eu comentei num post anterior, sobre a possibilidade de ler todas as edições da revista Veja, desde o primeiro número, através de um site elaborado pela Abril.

Disse também que a leitura era difícil mas ... perdoem-me, foi falta de aptidão desta que lhes escreve. Tisk tisk ... hoje resolvi ler as últimas edições (tem até a segunda semana de janeiro) e ... tchan tchan tchan ... sem querer, descobri como se faz pra ler os artigos de forma legível. É só clicar na matéria, em qualquer lugar da página e pronto. Tá lá o texto ampliado. Pra ir mudando de parágrafo, é só segurar o clique e ir movimentando a página até onde você quer ir.

Bão, feito isto, ufa, deixo-lhes novamente, o link pra acesso:

http://acervoveja.digitalpages.com.br/

Boa leitura!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Medo da net.

Hoje me assustei com o poder da net.

Primeiro fui verificar com o meu próprio nome e sobrenome, no orkut, se havia algo a mais além do meu perfil. Que susto levei quando vi que criaram um perfil clone do meu, só que utilizaram apenas o meu nome, por enquanto.

Bom, pra me despreocupar, estendi a minha busca no Google. Uau! Além de uma homônima, tem um monte de coisas minhas. Um registro na Netlog do qual nem me lembrava mais; comentários em blogs de terceiros; meus próprios posts; o meu Flickr; comentários que fiz no G1, no blog do Zeca; enfim, mais de 1.500 resultados com o meu nome!

Acho que a gente tem que se policiar antes de escrever qualquer coisa, inclusive este post pois, a net denuncia mesmoooo. O Google principalmente!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Comecei 2.009 com tantas expectativas e cá estou eu, teclando sobre o dia a dia e o que vem pela frente.

Uma indecisão do tamanho de um elefante. O que fazer de my life?

Não gosto muito de falar em idade porque as pessoas costumam achar que só temos charme, vida, alegria, se somos jovens. E, cá pra nós, quem me conhece e sabe fazer as contas, sabe que já cheguei aos enta, faz é tempo. Pra ser mais exata, entrei no segundo enta, no fim de dezembro.

Aff, mas eu não me sinto menos ou mais só porque os números mudaram. Quando fiz 30, lembro-me que me senti depressiva, apavorada, triste, enfim, não queria aceitar o fato de ter entrado na balzaquianice. E, hoje, duas décadas depois, sinto-me tranquila, sem nenhum medo mas, mais esperançosa que nunca. A vida é boa porque sempre está me premiando com coisas boas.

Tenho uma renda mensal que me permite ficar sem fazer nada mas, ledo engano, não dá pra ficar sossegada já que não é o suficiente pra tudo o que preciso.

Só que, hoje, vendo um vídeo de uma reportagem sobre uma senhora de 58 anos de idade e que, pra sobreviver, fica no mangue caçando os caranguejos pra, no final do dia, conseguir R$ 10 por um quilo da carne, me senti uma lesma gorda e um lixo. Como é que posso reclamar da vida se eu, após trinta anos de trabalho, consigo uma renda da qual consigo tirar o meu sustento, sem ter que tirar os pés de casa?

Estou tentando concursos e mais concursos. Uma hora tenho que conseguir. Só que isso demora e eu não sei se consigo esperar. Queria ter a tranquilidade de um budista.

Bão, mas é isso. Tem horas que sinto o tempo escoar pelos dedos e noutras, acho que podia preencher os meus dias fazendo tantas coisas que a vida toda adiei e ainda adio. Uma hora isso muda. Eu, como toda boa capricorniana, demooooraaaaaa pra decidir algo mas, quando decide, nem olha pra trás porque aí já é tarde. Não volta atrás nem por decreto. E, aí está o meu medo. Das minhas decisões. Muitas vezes 'quebrei a cara' com isso.

Desabafos de um ano novo e que ainda tem muita coisa pela frente. Algo me diz que será um ano produtivo. Amém pra as minhas expectativas.