terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Último suspiro do carro.

Achava divertido quando o Miguel me falava que o nosso carrinho (ano 5 daqui - equivalente ao ano 1993) velho, o outro antes deste, ele falava através dos sintomas.


Nunca dei muita bola até porque o Miguel é uma figura.


Mas ... e não é que o carrinho mostrou que tem sentimentos?


Quando compramos o atual carro deixamos o outro na agência para que fosse amassado. Aqui, carros muito velhos, já não podem ter a licença renovada e, como a atual vencia em outubro, resolvemos comprar outro.


E não é que, depois de alguns dias estacionado na agência, à espera do fatídico dia de ser amassado, quando fomos, finalmente, buscar o atual, ele mostrou que estava sentido?


Explico: o Miguel esqueceu um CD no toca-CD do carro e o japonês da agência insistiu pra que fôssemos lá pegar. Acontece que eles tiveram a maior dificuldade em retirar porque ... o carro simplesmente não pegou mais e não era a bateria não. Morreu!


Ficamos quase dois anos com ele e nunca nos deu um probleminha sequer.


E não é que o Miguel tinha razão?

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Primeira vez que sonhei que estava no Japão.

Esta noite, pela primeira vez, sonhei que estava no Japão.

Estava escuro e a cidade, como quase todas lá, realmente, tem uma iluminação deficiente. Pode ser por motivo de economia.

Enfim, chovia muito mesmo. Essas chuvas fortes são provenientes das frentes frias que vem da China ou da Rússia. E provocam tufões. Ou taifu, como os japoneses designam esse tipo de tempestade.

Os sonhos, geralmente, são confusos e difíceis de se relatar mas, o que se sobressaiu, foram a chuva forte e o fato de eu estar com um gigantesco guarda-chuva, daqueles que te protegem toda e ainda tem espaço de uns 30cm ao redor de si. E eu ria das pessoas que se encharcavam enquanto eu estava totalmente protegida. A partir daí, sei que foi uma grande aventura e eu estava perdida embora protegida.

É estranho pois em meus oito anos lá e, mesmo já tendo voltado há mais de sete anos, nunca tive nenhum sonho relativo ao país ou aos costumes deles.

Seria algum prenúncio? Oh céus! A instabilidade econômica aliada à fragilidade com que a empresa aonde trabalho (por ter encolhido em face à perda das concessões de duas das principais usinas)se encontra e em vistas de um grande corte no próximo ano (inevitável) talvez tenha me levado a sonhar com o Japão. Em tempo: trabalho numa estatal de produção de energia: a Cesp.

Se essa possibilidade remota se tornar realidade, com certeza, será uma viagem totalmente diferente. Voltar pra lá, com toda a minha bagagem anterior, faz a aventura se tornar menos penosa. 

Não é fácil pois são outros costumes, outra língua, outros valores. Só quem já viveu lá vai entender o que estou dizendo.Não é simplesmente me mudar para outro país e trabalhar. É uma mudança radical mesmo. Não se trata de um país ocidental. De costumes idênticos aos nossos. Enfim, vamos ver! Espero que não! Que eu consiga continuar por aqui pois, apesar de tudo, o Brasil é lindo e é um país único e maravilhoso de se viver.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Águas que rolam não voltam mais.

O tempo passa rápido demais. Inexoravelmente. Hahaha! Sempre quis inserir esta palavra numa frase minha! Ah, quanta bobagem! Hehehe! 

Com o advento das redes sociais e a nova linguagem a que tivemos que nos habituar, não estranhem se, vez em quando, começar a abreviar 'você' por 'vc' ou 'também' por 'tbm' ou mesmo, ao invés de vírgulas, começar a usar reticências ou rir tresloucadamente com 'kkkkkkkkkkkk' ou 'rsrs' ou 'hehehe' ou 'hahaha' ... (viu?) ... pois é ... temo que o que o meu saudoso professor de português, na faculdade, (me foge o nome agora ... ih, meu Deus ... olha o alemão agindo) nos dizia torne-se realidade. Que, um dia, o que hoje só falamos informalmente, se torne regra. Ai meus sais!

Ah, me lembrei: Ciro! Saudoso Ciro! Impagável. Morava num hotel na Frei Caneca e dava aulas de latim e português na Cásper.

Fico me recordando dos flashes que me passam pela mente quando penso na Cásper. Bons tempos!

Tudo era tão incrivelmente fácil e parecia brincadeira de criança. Comunicação Social era baba para mim. Não sei hoje pois a grade mudou totalmente.

Me lembro das vezes em que nos reuníamos naqueles botecos da Joaquim Eugênio após as aulas. Todos duros e contando moedas para pagar a sua parte. Mas éramos felizes! E como! No primeiro ano, quando ainda fazia Relações Públicas, tinha uma turminha muito bacana e, até hoje, me lembro perfeitamente de uma foto que tiramos atravessando a Paulista, imitando aquela famosa foto dos Beatles atravessando a Abbey Road! Pena não ter a foto. Não me deram e eu não pedi e, como naqueles anos, ainda nem sonhávamos com redes sociais e, quanto mais com a net, enfim, ficou na memória. Incrível como me lembro até a roupa que estava usando naquela noite. Rimos muito disso.




Pois é. Ressuscitei o meu blog. Pela enésima vez! Até a próxima!