segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Linha imaginária do tempo.

Agora que já passou a euforia de fim de ano, acho que dá para falar um pouco sobre o evento.

Para mim, na minha concepção, todos os dias são iguais. Tem 24 horas. Dia e noite. 4 estações no ano. E, quando chega a hora da virada, fico imaginando que vou pular para um outro futuro. Outra vida. Outros acontecimentos. Aí vou dormir e acordo, no dia seguinte, e vejo que nada mudou.

Tá tá ... vão me dizer que sou pessimista e realista demais. Afinal, sou capricorniana! :)

Ah, sei lá ...

Uma coisa é certa: sempre que mudamos de ano, mudo também minhas expectativas em relação a tudo. Volta tudo para os 100%. Para, no decorrer dos meses, ir zerando. Ou não.

A mais dura realidade é aquilo que o espelho nos mostra. Não tem como correr. Aliás, correr está sendo cada vez mais difícil. Você pensa que vai ser forte, lépida, ágil a vida toda e, no entanto, espere a chegada dos 50. Nem todo o esforço do mundo vai fazer você voltar à vitalidade dos 30. Fico triste pois ainda sonho em fazer uma caminhada longa como já fiz, andando de uma praia a outra e voltando, sem nem colocar os bofes para fora. Agora, se ando uns quarteirões a mais, me sinto uma heroína. Mas me sinto frustrada. Queria muito poder conseguir andar 5 quilômetros sem me sentir uma égua no deserto com 300 kilos em cima.

Enfim, c'est la vie!

A constatação é que os dias escorrem pelas mãos, literalmente, e se você não fizer nada, não tem como voltar no tempo. Enquanto adiamos sonhos, pedidos de perdão, o tempo passa, inexoravelmente (uia, usei de novo).

Preciso tentar não adiar mais. Tenho adiado tantas coisas. Tantas resoluções. Tantos reencontros. Mas a vida se encarrega. Uma hora ela vai cobrar. E caro.

Enquanto isso, vou tomando o meu café de todos os dias, repetindo as mesmas coisas, sem mudar nem uma vírgula para ver se muda alguma coisa mas feliz por estar com um café na mão.Vai um café?

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